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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Re - Start!

Feliz Ano Novooooo meus amigos... É eu sei que já estou um pouco atrasada, mas estava colocando a vida em ordem depois de 15 dias de férias deliciosas em família. Casa arrumada, planos definidos, e energias renovadas para fazer o ano acontecer...

Tenho muitas novidades chegando por aí, e uma delas é o projeto que estou participando junto com a Paula (@correpaula) e a Debs (@blogdadebs). Elas são pessoas incríveis, que eu sempre admirei muito e sempre tive amizade desde outros tempos da corrida, e poder estar fazendo este projeto junto delas me encheu o coração de alegria. Elas criaram um canal no YouTube: o Grrrls Run The World, onde elas irão trazer uma série de vídeos, com muita informação sobre corrida. E o primeiro da série, fala de um assunto polemico para os corredores, MUSCULAÇÃO! Assistam o contem pra gente o que acharam.



Já no mundo da corrida meus planos começaram um pouco frustados este ano. Me inscrevi para a Ultra Trail du Mont Blanc, na prova OCC, de 53km, que é como se fosse a Copa do Mundo das Montanhas, mas como tem uma demanda muito grande de pessoas querendo participar, existe um sorteio, e infelizmente não fui sorteada. Confesso que fiquei com o coração partido, mas em 2016 terei chances dobradas. É cruzar os dedos e tentar novamente. A princípio, no primeiro semestre já estou inscrita para 2 provas: a KTR, prova casca grossa, de 26km, com um visual incrível, que já participei ano passado e acabei não completando (relato aqui). E também irei participar da prova que está agitando o cenário de provas nacionais, o The North Face Endurance Challenge Agulhas Negras, prova que promete ser uma das mais difíceis do Brasil. Irei participar na distância de 50km. Estou procurando uma prova incrível, diferente e única para ir no segundo semestre, estou aceitando sugestões. =]

Sabe aquelas mil promessas de começo de ano, que todo mundo faz, e já em fevereiro ninguém cumpre mais nenhuma? Pois é, esse ano não fiz nenhuma... quero viver 2015 um dia de cada vez, e aproveitar cada oportunidade de cada dia. E posso falar, no meu coração eu tenho certeza que será um ano incrível!!!

A única promessa que faço é que serei bem mais presente por aqui! Vamos juntos?

#corraisacorra
#puxandoferrocomaIsa

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

The North Face Endurance Challenge Chile 50k - Como foi!

Eu confesso que fiquei umas duas horas na frente do computador pensando em como começar a escrever este post. Na verdade não sabia por onde começar. Foram tantas mudanças nestes últimos dois meses, tantas coisas boas acontecendo e no meio desse turbilhão eu ainda me inscrevi para este super desafio.

Especificamente treinei apenas dois meses e meio para esta prova. Pouco tempo em relação as outras provas mais longas e importantes que já fiz. Mas já tenho uma certa experiência e um bom lastro de treinamento que tornou possível estar bem para correr a prova.



Minha primeira Ultra-Maratona! É claro que não poderia ser uma prova fácil, com uma altimetria mais amena, e com descidas suaves de correr. Claaaaaaro que não!! Posso até estar errada, se esta não for a prova mais difícil e técnica da América do Sul, está entre as três mais difíceis facilmente. Com seus 2700mts de desnível acumulado, a prova judiava por dois fatores: as duas subidas mais insanas estavam nos primeiros 20km e a segunda descida era terrível, muito técnica, pedras soltas e cotovelos. O resultado destes dois fatores: minou 60% das energias logo de cara. Os joelhos choravam com as descidas. Depois do km 21, entramos em um estradão sem fim, onde íamos 10km e voltávamos 10km  quase pelo mesmo caminho. Eu particularmente não gosto de percursos que passam pelo mesmo lugar, meu psicológico abala. E é nessas horas que tem que ter "cabeça" forte. Tirei o Ipod do bolso, e entrei na balada. Corri bem até o km 30, onde era o ponto de corte, passei faltando apenas 15 minutos para fechar o PC (#medo). Depois disso entramos em uma single track bucólica, bem fechada. Levei dois tombos hilários: tentei pular um riozinho e não consegui, e fui com tudo pra água e o outro escorreguei feio em um trecho bem inclinado e quase rolei barranco a baixo (#medo 2). As pernas já não estavam respondendo, do 35k aos 40k o tempo parecia não passar e os kms muito menos. Meu GPS pifou, fiquei só com o cronômetro, então eu não sabia o quanto ainda faltava para chegar ao penúltimo PC, foi uma eternidade. A essa altura o que eu mais queria era chegar, as pernas já não respondiam, já estava irritada com as músicas, e já estava com quase 8 horas de prova. Saindo do penúltimo PC, no km 40, depois de muito tempo correndo sozinha, enfim encontrei duas almas amigas, a Ju e o André que é aluno do Running Club do Rio. Foi a melhor coisa que aconteceu, fomos conversando o que fez com que passasse mais rápido estes últimos kms de prova que já estavam se tornando dolorosos. O que não contávamos é que a prova tinha alguns kms a mais, batia 50km, 51km, 52km, 53km e começou a dar vontade de sentar e chorar. Foram quase 54kms... emocionantes, incríveis, difíceis 54kms. Cruzamos a linha de chegada eu, Ju e André de mãos dadas. Um abraço apertado, sorriso no rosto, lagriminhas nos olhos e mais um desafio completado. Dez horas correndo, caminhando, subindo e descendo. E então você percebe que limites somos nós quem colocamos e que é possível chegar onde quiser, basta ter determinação e disciplina.






Quatro dias após a prova, as pernas ainda doem, e o cansaço ainda domina o corpo, mas ninguém tira do coração essa sensação de "missão cumprida". E o que me deixou mais feliz foi poder dividir tudo isso com meus alunos do Running Club. Estou com eles à quase três meses, pouco tempo, porém tempo suficiente para entender o que cada um buscava. É gratificante ver o esforço e a dedicação de cada um, ver o olhar apreensivo pré-prova e o sorriso estampado após o desafio cumprido. César, Jimi, Valter, Edu, Gustavo, Wladimir, André, Fábio, Natalia, Rafa e Dani vocês têm toda a minha admiração. Parabéns por terem completado mais este desafio. Muito obrigada por confiarem no meu trabalho e no da Samantha como treinadoras e no Running Club. Sempre estaremos em busca do melhor para vocês.


Um agradecimento especial a minha nutricionista Betina que me acompanhou nos últimos 40 dias e em tão pouco tempo conseguiu transformar minha alimentação, e transformar meus hábitos. Me deixou com a saúde em dia, mais forte e com 3kg a menos (tem como não amar?). Um muito obrigada também ao Felipe e à Andrea da FisionoEsporte, que me deixaram inteira quando o volume pesou e as dores surgiram (uma dor na panturrilha me tirou o sossego faltando duas semanas para a prova). Porém, cheguei na prova sem nenhuma dor.

Feliz por mais um desafio cumprido, mais uma viagem incrível, mais amigos e muitas histórias pra contar por um bom tempo. E que venham as próximas!!

#corraisacorra
#neverstoprunning
#thenorthfacerunningclub

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Meia Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro 2014 - Como foi!

Ontem foi dia da minha prova de rua favorita do Brasil. A Meia do Rio junto com a Maratona que acontece todos os anos em julho e já faz parte da minha vida desde 2009, e desde então participo todos os anos. Foram 5 meias e 1 maratona, no percurso mais lindo que só o Rio pode oferecer. Ano passado foi nela que fiz meu melhor tempo de meia: 1h44', porém este ano eu já fui consciente que não faria nem perto desse tempo. Desde o X Terra em junho, acabei não conseguindo treinar muito bem. Primeiro que comecei sentir algumas sintomas de uma possível volta da tendinite no joelho esquerdo, então coloquei o pé no freio para recuperar bem. Fiquei 3 semanas segurando e treinando bem leve, quando voltei a treinar forte, faltavam apenas 20 dias para a prova, o que não daria para fazer nenhum milagre.

Chegamos no Rio na quinta à noite e junto chegou a chuva também. Tudo bem, eu amo o Rio mesmo com chuva. E a previsão era de chuva para todos os dias. No sábado fui ao treino do The North Face Running Club na Lagoa Rodrigo de Freitas, a assessoria que começo a trabalhar em agosto, porém em São Paulo (conto todos os detalhes no próximo post). Eles iriam fazer um treino até a Vista Chinesa, e eu sempre quis conhecer, então resolvi ir com eles (não façam NUNCA isso pré prova, não me atrapalhou, mas não é o mais aconselhável - faça o que eu diga, mas não faça o que eu fiz rs). Foi bem legal, subimos pelo asfalto e descemos pela trilha, não deu pra ver muita coisa por conta do mau tempo, mas o lugar é lindo.






No sábado, jantamos uma massa deliciosa em um restaurante em Copacabana e 22h em ponto estávamos dormindo, porque tínhamos que acordar 4h15 da madruga, afinal 6h40 era a largada da meia. Acho um sofrimento acordar tão cedo, mas na hora da prova compensa, pela temperatura, que no Rio é sempre mais alta e junto com a umidade relativa do ar alta, deixa sempre o tempo muito abafado. Às 5am, estávamos eu e a Anna em frente ao Copacabana Palace para pegar o Transfer que nos levaria até a largada (obrigada Mauricio/Runfun).

Eu acordei meio estranha, na verdade não acordei direito, faltando poucos minutos pra largada eu ainda bocejava e estava me sentindo mole. Queria minha cama. Eu disse que não forçaria e também não tinha condições para tal. Então combinei com a Anna de acompanhá-la, a meta dela era fazer sub2h. Dada a largada fomos juntas mantendo um pace razoável, 5'50 e 6'00 nos primeiros kms. Quando estou bem treinada esse é um pace bem tranquilo, mas ontem estava difícil. Eu estava fazendo força desde o primeiro km para manter nesse pace. Pensei em diminuir logo ali no começo. Mas resolvi manter até onde eu conseguisse. E assim fui com a Anna até o km 14, já estávamos fazendo um pace de 5'20, eu já me sentia melhor, mas minhas pernas começaram a pesar, e a cabeça não ajudou muito. Reduzi um pouco o ritmo e fui sozinha. Fui curtindo o visual, vendo as pessoas, interagindo com a galera que estava ali na torcida e pensando, pensando bastante em tudo que está por vir, nas mudanças, na nova vida e cidade que me espera. E agradecendo a Deus pelas oportunidades, pelas conquistas e pedindo forças para que eu possa conseguir fazer sempre o meu melhor. Quando me dei conta faltavam apenas 2km, um pace de 6'10 sem sofrimento. E assim fui até a linha de chegada. Normalmente eu estaria bem brava por não conseguir fazer um bom tempo, mas dessa vez não, estava feliz. Aqueles 5kms de reflexão me fizeram um bem tão grande que o tempo foi um mero detalhe. Fechei em 2h09, sem sofrer. A Anna não conseguiu fazer sub 2h, mas fez em 2h03, certeza que na próxima ela bate a meta!

Tinham dois alunos meus na prova. O Raphael que correu a Family Run e fechou em 30' e a Marina que estreou na meia maratona, e fez em 2h41'. Parabéns aos dois!! Que venham muitas e muitas provas para vocês.



Por enquanto não tenho ainda nenhuma prova programada para o segundo semestre, iria fazer os 42km em Bombinhas agora em agosto, mas preferi não ir por conta da mudança, muita correria neste mês e para correr uma maratona precisa de muito foco!

Próxima parada: SP!

Beijos




sexta-feira, 20 de junho de 2014

Voltando ao foco!

Essa semana me bateu uma crise de consciência... Quem nunca? Porém não é apenas a consciência é também a balança e o percentual de gordura me falando que eu abusei feio. E tenho total consciência dos abusos dos últimos 3 meses. Chocolates, doces, vinho, jantares... Tudo consumido como se não houvesse amanhã... E teve amanhã, e teve aumento de peso, calça apertada e eu bem incomodada.



E aí eu sempre sou questionada: "Mas você corre tanto, porque você engorda?" Simples, não adianta correr, treinar que nem uma louca se a dieta estiver completamente bagunçada. É bem simples, comeu mais do que gastou: engordou!

Eu comecei o ano com a palavra equilíbrio como meta, aliás fiz até o post falando sobre isso (aqui). Que não iria fazer mil promessas como não beber nada e ficar sem comer doce. Manter o equilíbrio, levando a vida de forma regrada porém me dando o direito de curtir sem pressão. Maaaaas, isso durou dois meses, depois a vaca foi pro brejo, a jaca virou pantufa e eu abusei. Viajei, comi todos os chocaletes que eu tinha direito, me deliciei com os vinhos argentinos(com moderação, claro), comi muito. E a conta veio, e cara: 4kg a mais! Vocês podem até pensar, nossa que exagero, são só 4kg. Porém eles fazem uma grande diferença. Me incomodam tanto esteticamente como no desempenho na corrida, afinal é como se eu estivesse carregando 1 saco de arroz, e isso faz uma bela diferença.

Pois bem, acordei e estou correndo atrás do prejuízo! Voltei pra dieta, regrada, sem exceções, zero doce, zero álcool (é radical mesmo, quando se tem uma meta tem que ser assim, sem exceções). E também procurei uma médica ortomolecular, fiz um check-Up, e reajustamos algumas coisas que estava fora do lugar. E a pedido dela, cortei toda a suplementação, para "limpar" o corpo mesmo. Depois eu conto se eu senti falta dos suplementos ou não.

Vou atualizar vocês semanalmente dos progressos da dieta e dos treinos, um compromisso comigo e com vocês, assim tenho mais um motivo para manter o foco mesmo!!

Quem vem comigo?

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Kailash Trail Run - Como foi!!

Como foi?? Muito difícil, muito, muito, MUITO difícil! Há 2 meses atrás quando me inscrevi na prova não imaginava que poderia ser tão difícil. Só me dei conta do que eu tinha pra enfrentar dois dias antes, quando conversei com um amigo que já havia corrido por ali. Ele me assustou, quando disse que era pior que Villa la Angostura. Era um milhão de vezes mais pior rsl!!

Cheguei em Passa Quatro na sexta a noite, já bem tarde, mas como a largada era as 11h da manhã deu pra dormir um pouco mais. A organização disponibilizou transfers até a largada, pois não havia espaço suficiente para estacionar todos os carros. Cheguei no local de retirada de kit e partida para a largada às 9h e só saímos de lá 10h30. Chegamos no local faltando apenas 15 minutos antes da largada, o que já me deixou meio tensa. A largada atrasou uns 20 min, porque um dos transfers tiveram problemas, e então nada mais justo que esperar todos os atletas. Havia um tempo limite de 11 horas para concluir a prova, e um tempo de corte de 6 horas para concluir os primeiros 15km. Bom, parece tempo suficiente para 30km, certo? Bom quando começamos a subir a pedreira, percebemos o porque desse tempo de corte.

Os primeiros kms foram "tranquilos", era uma subida difícil, mas ok, dentro dos padrões de uma montanha. A partir do km 4 o negócio já começou apertar. Mais ou menos no km 5, praticamente todo mundo se perdeu, seguimos reto, onde teríamos que virar a esquerda. Isso aconteceu porque a marcação não estava clara, não havia nada indicando, e a marcação à esquerda não estava visível. Depois disso, a subida só piorava, até que chegou em um ponto, muito próximo ao topo do Capim Amarelo, que tinha que subir de corda.

E aí chega aquele momento que você acha que já tinha passado o pior perrengue da prova, certo? Errado de novo!!! A descida era bem pior, era praticamente um tombo a cada três passos, até um momento que era mais fácil descer de bunda. Depois disso, entramos numa trilha no meio do tal capim amarelo, que dá nome ao morro, onde nos perdemos por um bom tempo. O capim estava na altura da cabeça. Depois disso ficou mais tranquilo, mas também não foi fácil. Correr pela crista da montanha, foi surreal, o visual era incrível, com direito a cachoeiras pelo caminho. Nessa hora, no km 9, eu já estava com 3h30 de prova, e comecei a pensar que eu não chegaria aos 15kms no tempo de corte. E comecei a pensar se deveria seguir até o fim ou não.

 

A partir desse momento, foi mais tranquilo, alcancei mais quatro pessoas, e fui com eles até o km 15, que também era a largada e chegada. Cheguei lá com 4h50min, e a primeira coisa que fiz foi comer, estava precisando de sal. Comi um lanche natural e comecei a pensar no que fazer. Conversei com o Chico, que foi o 2° nos 30km e ele me incentivou a seguir, porém me alertou que estava mais difícil que a primeira subida. O pessoal que chegou junto comigo até ali resolveu não seguir. E então parei de pensar com o coração e comecei a agir com a razão. Eu nunca corri em trilha a noite, não tinha suprimento suficiente e não estava preparada para correr mais de 6 horas, não havia treinado para tanto. Rolou uma frustração de não continuar. Mas depois dos relatos de alguns amigos que continuaram e passaram por vários perrengues, cheguei a conclusão que foi o melhor escolha.

Acho que a prova poderia ter sido um pouco melhor se houvessem mais marcações, achei que ficou muito confuso e nos perdemos muito. A hora da largada também poderia ser mais cedo, já que era tão difícil, e tudo piora quando escurece, rs. Creio que a organização tomou conhecimento de tudo isso, e espero que eles possam melhorar para as próximas edições. O Trail Run do Brasil só tem a ganhar. Fora isso, a beleza do lugar é surreal!! Só subindo lá pra ver. 

E que venham as próximas!






domingo, 12 de janeiro de 2014

Vamos falar de Treinamento - Individualidade Biológica

Vamos falar de um assunto um pouco mais sério agora. Nas próximas semanas vou falar por aqui, um pouco mais sobre treinamento, indo um pouco mais afundo em diversas questões relacionadas aos vários tipos de treinamento e vou começar falando um pouco dos princípios básicos do treinamento desportivo.

O primeiro deles e um dos mais importantes é a Individualidade Biológica, que é o fenômeno que explica a variabilidade entre elementos da mesma espécie, o que faz com se reconheça que não existem pessoas iguais entre si. Cada ser humano possui uma estrutura física e uma formação psíquica própria, o que obriga a estabelecer-se diferentes tipos de condicionamento para um processo de preparação esportiva que atenda às características físicas e psíquicas individuais dos atletas. Nesses condicionamentos físicos, os indicadores usados para revelar as possibilidades e as necessidades individuais são os testes, que podem servir como medidas para uma avaliação do treinamento até então empregado (Tubino, 2003).



Ou seja, cada um de nós somos completamente diferentes, logo o nosso treinamento também deve ser individualizado. O treino que o seu colega da academia faz, pode não ser adequado pra você. É preciso sempre adequar o treinamento de acordo com a necessidade de cada indivíduo. E isso se aplica aos treinos de musculação, aos treinos de corrida. Sabe aquela planilha para provas de 10km que você pegou na revista, se eu fosse você eu jogava ela fora. Ela não foi feita pra você, ela não foi feita de acordo com o que você necessita ou de acordo com o que você é capaz. A planilha do amigo também foi feita de acordo com o condicionamento e capacidade dele, não é porque vocês treinam juntos que vocês farão o mesmo treino. E esse tipo de coisa pode até mesmo levar a lesões desnecessárias.

A identificação dos pontos fortes e pontos fracos de um atleta facilitará muitíssimo a individualização do Treinamento Desportivo. Os pontos fortes deverão ser cada vez mais potencializados para que possa haver um melhor aproveitamento deles durante a performance, enquanto que os pontos fracos deverão ser corrigidos, melhorados, ou então neutralizados por esquematizações táticas (Tubino, 2003).

 De acordo com Dantas (1997), a individualidade biológica diz respeito às diferenças existentes entre as pessoas quanto à carga genética (genótipo) e às experiências adquiridas após o nascimento (fenótipo). Na prática do exercício físico de aptidão relacionada à saúde, devem-se analisar outros componentes, assim como identificar as doenças de caráter hereditário (diabete, cardiopatias, hipertensão e algumas formas de câncer), para que haja prescrição mais segura. Em relação ao fenótipo, podemos citar a carga intelectual, o treinamento físico, a alimentação do dia a dia etc.

Meu conselho como Treinadora e Personal Trainer é: procure um profissional de Educação Física, faça uma avaliação física e peça orientação e prescrição de treinamento adequado as suas necessidades e objetivos. Você e sua saúde são muito importantes. Treinamento é coisa séria e deve ser prescrito de forma que atenda as suas necessidades e capacidades. 

Próximo post falaremos sobre o princípio da Adaptação!

#corraisacorra #estudaisaestuda

Referências

Metodologia Científica do Treinamento Desportivo / Manoel José Gomes Tubino, Sergio B. Moreira. - 13. ed. - Rio de Janeiro: Shape 2003.

Treinamento Personalizado: uma aboradagem didático metodológica / Arthur Guerrini Monteiro; 4. ed - São Paulo : Phorte, 2011.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

New Balance Excellent Series - Como foi!

Como contei pra vocês na sexta (aqui), fim de semana tinha corrida das boas, e é claro que eu não iria ficar de fora, mesmo tendo prometido que esse ano eu não iria correr mais nada (não aguento, me julguem de novo rs).

A prova da New Balance veio com o propósito diferente, com índice para participar, então eu já esperava que só teriam canelas finas reunidos. E foi bem assim, só os pró alinhados, fazia tempo que eu não via tanta gente boa reunida em uma prova só. Me senti bebê. Mas como estou voltando de maratona fui numa boa, acompanhando minha amiga Camila que está chegando com tudo no mundo da corrida.

Eu e Camila antes da largada

A organização da prova foi impecável. O Kit bem bacana, com camiseta especial com o nome gravado na logomarca, meia de compressão e porta-número de peito. A largada foi às 7h em ponto, e como a prova eram apenas para 1000 pessoas, demoramos menos de 1min para passar no pórtico de largada (coisa atípica em SP, onde as provas são lotadas e sempre tem mil filas para tudo). O percurso foi em grande parte plano, e tinha água a cada 2km , o que foi essencial pois o calor apertou um pouco. Na chegada, tinha massagem, água, isotônico, energético e tudo mais que tem direito.

Nomes dos inscritos na logomarca
Nome dos inscritos na logomarca


A única coisa que ao meu ver eles poderiam mudar para as próximas seria a data. Dezembrão já ta todo mundo quebrado, sem contar que o calor já está judiando. Talvez se colocassem em agosto ou setembro, o desempenho da galera seria bem melhor. Tirando isso, estão de parabéns e esperamos ansiosos pelas próximas.

O campeão da prova no masculino foi o grande Fredison Carneiro com 47'55" e no feminino foi a Carmen Aguilera com 55'20".

Eu e a Camila fechamos em 1h26'. Para ela seu melhor tempo e para mim a satisfação de poder acompanhar minha amiga e aluna. Eu não estou 100% ainda das lesões (o joelho está ok, mas o quadril ainda doi um pouco), então resolvi não forçar e acompanhá-la.

Agora sim, meu ano esportivo está oficialmente encerrado!!






segunda-feira, 25 de novembro de 2013

K42 Adventure Marathon Villa La Angostura - Como foi!


Para quem me acompanhou por aqui e pelo facebook durante esse ano, pôde ver de perto, o passo a passo da minha preparação para minha prova alvo do ano que seria a K42 Villa la Angostura. Viu todas as minhas angustias pré-prova, meus medos, minha tendinite, meus treinos, enfim tudo que um maratonista passa para poder atingir seus objetivos. Passou uma semana e as emoções de tudo que vivi nestes dias na Patagônia Argentina ainda estão bem presentes. E foi umas das experiências mais incríveis que ja vivi. 

Pré-prova


No início deste ano, quando estava pensando em quais provas eu iria participar, fazendo toda minha programação, eu tinha apenas uma certeza: queria um desafio diferente de tudo que já tinha feito. Comecei a sentir um certo "bode" das corridas de rua, e daquela neura sem fim de querer baixar tempo, melhorar o pace. Estava querendo um desafio diferente que me fizesse enxergar a corrida com outros olhos. Foi então que vi nas provas de montanha uma nova possibilidade. Sempre opto por apenas uma maratona no ano, mais que isso, acho muito desgastante, devido a minha profissão. No ano passado, havia acompanhado pela internet como havia sido a K42 de Villa la Angostura e fiquei super tentada. Então decidi que ela seria meu objetivo principal de 2013. Consegui a inscrição com a Up4fit que me apoiou desde o primeiro momento, e comecei os treinos. 


Treinei muito bem até final de julho, quando então surgiu uma tendinite no joelho, que atrapalhou muito meu rendimento. Confesso que pensei em alguns momentos em abortar a missão, mas não sou do tipo que desiste fácil. Treinei o que pude. Eu sabia que seria um desafio bem difícil... mas na verdade eu não fazia ideia do que me esperava nas montanhas Argentinas.



Logo de cara fiquei encantada com a cidade e com a Patagônia. Lugar incrível, de encher os olhos, com um povo muito receptivo. Chegamos em Villa la Angostura na quinta (14 de novembro) e os meus nervos já estavam à flor da pele. Não sou de ficar tensa no pré-prova, mas o meu grande medo era não conseguir terminar. Na sexta-feira, ocorreu a prova de 15km, onde uma aluna minha, Camila Carone, participou, estreando em corridas e já de cara na montanha. Ela ficou encantada com a prova, superou um grande desafio, e completou em 2h24m (depois vou fazer um post só com os detalhes da K15 e com os detalhes contados por ela). Na sexta à noite, aconteceu o congresso técnico, onde a organização da prova explicou todos os detalhes da prova, o que deveríamos fazer se desistíssemos por algum motivo, entre outros avisos. Aliás, a organização da prova é impecável.




A prova

Enfim, o grande dia chegou! O sábado amanheceu gelado, com um pouco de neblina. Eu não dormi tão bem...Ansiedade explodindo. Chegamos ao local da largada às 8h. Não havia chegado quase ninguém ainda, a largada seria às 9h. Fizemos grandes amigos por lá, nos encontramos antes da largada, o que ajudou um pouco a amenizar o nervosismo. Era minha primeira vez na montanha, eu não fazia ideia do quão difícil seria. Às 9h em ponto foi dada a largada. Mais ou menos 1.500 corredores davam início ao seu grande desafio, que eu tenho certeza que ficará marcado na memória de cada um por um bom tempo.
Os três primeiros quilômetros eram em uma estradinha de terra, com pequenos desníveis, que dariam no início da subida do Cerro Belvedere. Logo que começou a subida, todo mundo começou a andar, e simplesmente não havia como correr de tão ingrime que era a subida. Uma subida que terminaria por volta dos 7km a 1.400 metros acima do nível do mar, e que tinha um dos mais belos visuais da prova. À partir daí, iniciava a primeira descida, e, inexperiente que sou no mundo das montanhas, logo levei meu primeiro tombo. Então fiquei esperta e comecei a prestar um pouco mais atenção nas decidas. Eu estava bem, do segundo ponto de apoio no km 12 até a base do Cerro Bayo no km 24 corri forte, concentrada e sem nenhum vestígio de dores da minha tendinite.

Parei no ponto de apoio, reabasteci a mochila de hidratação e fui. Fui para a parte mais difícil e incrível da prova. Da base do Cerro Bayo ao cume seriam 6km. Eu realmente não fazia ideia do quão difícil seria. Por ali vi muita gente parando, sentindo câimbras, pessoas se ajudando. Era um misto de emoções e parecia que não acabava nunca. Quando saímos da mata, já dava para avistar o topo. Porém, começava ali a parte mais difícil. A trilha era no meio da neve, o calor estava apertando e eu comecei a sentir alguns sinais de desidratação. Me mantive firme, e então a cabeça comandou, pensei em tudo o que tinha passado até ali, em todas as pessoas que estavam torcendo por mim. Tirei forças de dentro de mim que eu nem sabia que tinha e cheguei no cume do Bayo, com 5h30m cravadas.
Os primeiros 300 metros de descida me deram muito medo, em meio a neve e pedras. A melhor opção foi descer de "sky-bunda". Cheguei ao ponto de apoio, precisei ir ao banheiro, comi, tomei bastante água e gatorade, um advil para a dor de cabeça que começava a se manifestar. Fiquei por ali uns 10 minutos, recuperando as energias e iniciei a descida. Por um momento pensei na possibilidade de desistir. Então lembrei que faltavam só 10km, e eu não iria desistir faltando tão pouco, sendo que o mais difícil eu já havia enfrentado. Fui, desci tranquila, tomei mais um tombo no km 38, e faltando 1,5km, avistei um rosto amigo. Foi a glória. Eu estava enfim chegando ao final. O Marcelo, amigo que fizemos na Villa, tirou minha mochila de hidratação e me deu a bandeira do Brasil. Encontrei a minha amiga Camila, que correu comigo o último km.


Quando avistei o pórtico de chegada, mil emoções vieram na minha cabeça. Eu só sabia dizer: foi a coisa mais difícil e incrível que eu já fiz na minha vida. Naquele momento, eu senti que era mais forte do que me imaginava, e que meu limite ia mais além do que eu pensava conseguir. Abraçada na bandeira do Brasil, me ajoelhei e agradeci a Deus. Eu consegui terminar. Foram 7 horas, 3 minutos e 34 segundos. Eu venci meus medos, eu venci minha insegurança, eu venci minha tendinite que não deu sinais de vida. Eu venci o maior desafio da minha vida. Quanto ao tempo, não sei se é baixo ou alto. Na verdade pouco me importa. O fato de ter completado já me fez vitoriosa. Uma vitória pessoal!

Para quem gosta de números, fiquei em 78° lugar no geral feminino e 6° na categoria 17 a 29 anos. Confesso que fiquei um pouquinho mais feliz por ter ficado entre as cem primeiras. Esse foi meu lado sentimentalista da corredora de rua falando. E para as corridas de rua, um muito obrigada por estes sete anos, mas encontrei um novo amor. As montanhas que me aguardem.

Agradecimentos
Durante todo esse ano durante minha preparação várias pessoas passaram por minha vida e me ajudaram de alguma forma. Gostaria de agradecer a Up4fit Academia que me patrocinou com a inscrição da prova, vocês acreditaram que eu conseguiria desde o primeiro momento. Camila minha amiga querida, que topou o desafio, foi minha parceira, me ajudou em cada momento e me deu muita força nos meus momentos de medo, obrigada por cada abraço. Minha mãe e minha família que mesmo distantes sempre me dão apoio incondicional. Ao Gabriel e família obrigada por sempre me apoiarem e torcerem muito por mim. Aos meus treinadores, Dino no primeiro semestre e Branca no segundo semestre, obrigada pelos treinos, pelos puxões de orelha e por acreditarem que eu conseguiria, vocês são meus exemplos. Minha nutricionista Luciane Romero que me acompanhou todo esse ano e nos altos e baixos sempre dando força pra não desistir. Ao Dr Roberto e ao meu fisioterapeuta Gustavo, obrigada por cuidarem de mim e me deixarem apta a correr a prova sem dores. Todos meus alunos, obrigada por me apoiarem e entenderem minha ausência nestes dias. Meus amigos queridos que treinaram comigo, vocês foram fundamentais. Aos amigos que fiz na prova, obrigada pela parceria, foi um prazer conhecê-los e dividir este momento com vocês. A todos que de alguma forma estavam ali torcendo por mim, muito obrigada. Esta foi a prova mais difícil que já fiz e todos à sua maneira foram fundamentais e a minha vitória também é de vocês.