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segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Ultra da Cuesta Brasil Ride - Pra fechar o Ano!

Mais um ano que chega ao fim. E a última prova do ano foi incrível.

Sábado eu e grande parte dos alunos do Running Club participamos da Ultra da Cuesta, em Botucatu. Prova que atendia muito bem todos os níveis de condicionamento, com distâncias de 5km, 16km, 70km e 70km em dupla (38km + 32km). Me inscrevi para os 70km em dupla, com a minha querida aluna Mari.



Decidimos que ela largaria, pois a primeira perna da prova era mais plana, e como ela está treinando para uma maratona de rua e bem plana, encaixava mais no planejamento de treino dela. E eu fiquei com a parte com mais altimetria da prova. Quando partimos para largada, pelo release da organização, a primeira perna teria 36km, e a segunda 32km, sendo que a prova totalizaria 68km. A largada da Mari foi as 5h30, o ponto de troca onde eu largaria era longe da largada dela, então resolvemos ir direto para o ponto de troca. O ponto de troca do revezamento era o lugar mais lindo da prova. Com vista para as Três Pedras, cartão postal de Botucatu, de encher os olhos. Eu, Vania e Stefan fomos direto para o ponto de troca (não esquecendo dos nossos Staffs: Gabriel, Paulo e Samantha rsrs). Vania fazia dupla com o Jimi, e o Stefan fazia dupla com o Diego. Sabíamos que o Diego seria o primeiro a chegar, só não imaginávamos que ele iria entregar em segundo lugar para o Stefan. Quando ele chegou, com 3h30 de prova, vimos que não tinham 36km, mas sim 38km e comecei a ficar apreensiva, pois seria a maior distância da Mari na vida, e comecei a achar que a primeira perna pudesse estar mais difícil que a segunda e começou a rolar um remorso de ter deixado ela largar. Ela chegou com 5h30 de prova, e para a minha tranquilidade, ela estava mais confiante do que nunca.



Eu estava me sentindo bem, depois de vários perrengues e erros no ano, finalmente eu estava largando bem para uma prova. Com os treinos alinhados, com bastante comida e suplementação na mochila, me sentindo bem forte, sem gripe e nada que pudesse me atrapalhar. A minha largada começava com uma descida bem técnica, muito escorregadia e foi assim por uns 2kms. Foram vários trechos em pasto, bastante estradão e duas subidas bem fortes. Tinha terreno para todos os gostos, e é aquele tipo de prova que tem bastante subida, mas que dá pra correr bem e de fácil progressão. A única parte que não gostamos (eu e meus alunos), foi a parte de correr no trilho do trem, a biomecânica da passada fica totalmente alterada, pois se você não pisar nas madeiras do trilho e tentar fazer a passada natural a chance de tropeçar é gigante. Tirando esse trecho, achei a prova linda, muito bem organizada, marcação impecável. Fechei meu trecho com 5h10 de prova, cansada, mas bem inteira, e muito feliz por ter corrido bem, sem nenhum perrengue, sem nenhum dor.



A organização da prova está de parabéns. A única ressalva vai para os staffs do ponto de troca. Os atletas que correram o solo ou em dupla deixaram suas coisas no guarda-volumes na largada e foram transportadas para o ponto de troca. Mas eles simplesmente não organizaram nada, jogaram lá e deixaram. Quando os atletas vinham chegando, tinham que sair caçando os sacos com o seu número (isso para quem está na disputa para ganhar a prova atrasa bem). E foi então que os próprios atletas que estavam ali resolveram organizar, e a organização da prova nem ai. Fica a dica para a próxima edição, esses detalhes fazem sim diferença.

E pra fechar com chave de ouro eu e a Mari ficamos em primeiro lugar na categoria (soma das idades até 80 anos). Tem como terminar melhor o ano?

Parabéns especial para todos os alunos do Running Cub, que fizeram uma festa linda, correram muito e marcaram presença no pódio.

Diego e Stefan: 3º Lugar Categoria Dupla Masculina
Sabinne: 1º Lugar Categoria 70km Solo Categoria até 29 anos
Ingrid: 3º Lugar Categoria 16km Categoria até 29 anos



Todos vocês independente de resultado me enchem de orgulho e me fazem querer ser cada dia uma treinadora melhor. 



Obrigada por tudo sempre. 

Que venha 2016!!!

segunda-feira, 23 de março de 2015

Volta dos Romeiros 2015 - Como foi!

Depois de quatro meses sem correr prova, enfim chegou a primeira prova do ano. Eu já estava com saudades daquele friozinho na barriga pré-prova, e de toda aquela energia boa que envolve as provas de montanha.
Antes da Largada: Sa, Mari, Renier e Edu #thenorthfacerunningclub
A Volta dos Romeiros já é uma prova famosa no circuito de corridas de montanha, já está no seu terceiro ano e é organizada pela Liga Outdoor. A prova aconteceu na pequena cidade localizada à 50min de SP, Pirapora do Bom Jesus. A prova tinha distâncias de 5km, 10km e 21km e uma prova para as crianças.

Largada com a Sasa
                                 
Com um percurso bem técnico, com um desnível de 1000mts + e um visual incrível a prova me surpreendeu pelo seu nível de dificuldade. Fui pensando que seria uma prova bem mais tranquila. Os primeiros 8kms foram bem judiados, com subidas infinitas, porém o visual compensava. Quando começamos a descer também não foi fácil, muitas pedras soltas, que dificultavam muito a vida. Do km 12 em diante dava para desenvolver um pouco mais de corrida, com algumas single tracks e alguns trechos de "estradão".



Por volta do km 17, surgiu uma bifurcação, onde haviam fitas de marcação tanto pra direita quanto para esquerda (as faixas da direita, eram da prova de 10km). Nesta bifurcação tinha um staff, porém não sei porque o esperto nos direcionou para o lado errado. Quando comecei a subir, comecei encontrar uma galera voltando e avisando que estávamos na direção errada. Como eu estava no pelotão do meio, devo ter corrido apenas uns 500mts pelo caminho errado. Mas os atletas que estavam mais à frente, subiram muito, até que encontraram um outro staff que informou que estavam no caminho errado. Ou seja, muita gente perdeu muito tempo correndo por um trecho desnecessário. Falhas acontecem, principalmente em provas de montanha, mas staff indicar direção errada é sacanagem.

Depois desse contratempo, tinha um trecho bem complicado, com muita lama e bem difícil de passar, pois estava muito inclinado e dava muito medo de cair. Fui praticamente escalaminhando e me arrastando rsrs.

Mãe cheguei!


Passado este trecho, uma descida, mais 1km de asfalto e fim. Foram 3h10 e um 5° lugar na conta. Feliz por começar bem o ano e correr sem dor alguma. Ainda tem muito o que melhorar, alguns kilos pra perder (vão facilitar muito minha vida quando forem embora hahahah).

                                 
Mari linda estreando em grande estilo nas montanhas 7° geral nos 10km

E agora é manter o foco que os próximos dois desafios do primeiro semestre são casca: KTR e Endurance Challenge Agulhas Negras.

#corraisacorra
#neverstopexploring


terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

5 Motivos para todo bom corredor fazer Musculação



Querido amigo corredor e corredora, eu sei que a maioria ao ler esse título torceu o bico e pensou: mas eu odeio musculação. Pois bem, mas se você quer ter uma vida longa na corrida e correr sem dores e sem lesões, começaria já a pensar em uma forma de encaixar a musculação na sua rotina de treinos. E para tentar te convencer definitivamente de todos os benefícios que a musculação pode lhe trazer, eu enumerei 5 BONS motivos para você abraçá-la de vez.



1- Fortalecimento Muscular: Em todos os esportes, os atletas fazem fortalecimento através da musculação. E na corrida não é diferente. Quanto mais forte (não estou falando de forte em tamanho, estou falando de força muscular), melhor você será na corrida, menos sobrecarregará as articulações e terá menos chances de se lesionar.

2- Melhora da Postura: Corredor que faz musculação tem a musculatura do Core (abdômen, quadril e lombar) e costas mais fortalecidos, consequentemente terá uma melhora da postura, o que também é um fator que melhora a sua corrida.

3- Melhora da Estética: Me desculpem mas eu sei que todo mundo gosta de se olhar no espelho e ver um corpo bonito. Não precisa ser nenhuma musa fitness, mas a musculação melhora e muito toda a sua estética corporal, te deixa com um belo tônus muscular. 

4- Aumento da Massa Muscular: Todo mundo está careca de saber que o ganho de massa muscular magra só traz benefícios. E todo mundo sabe que à partir dos 35 anos a tendência é de diminuição de 1% de massa muscular ao ano (isso para quem é completamente sedentário). A corrida é em sua maior parte um exercício aeróbio, que não promove ganho de massa magra, mas sim dependendo da frequência e no caso da corrida de longa distância, a alta kilometragem, pode até fazer com que você tenha uma perda de massa muscular. Para que isso não ocorra, você precisa fazer exercícios de força (o melhor para ganho de massa magra é a musculação).

5-  Melhora da Performance: Isso é fato, corredor mais forte, corre mais rápido. Isso é comprovado cientificamente. Para corredores de montanha, nem se fala, afinal para subir montanha acima precisa ter força para não se arrastar nas infinitas subidas.

Ainda não te convenci??? Nos próximos posts mostrarei opções de exercícios como estes do vídeo que fiz com as meninas Grrrls Run The World, opções de treinos para dentro e fora da academia e diversas opções de exercícios para você adaptar e encaixar na sua rotina.

Só para lembrar que cada indivíduo é único e então o seu treino também deve ser individualizado de acordo com as suas necessidades. Cuidado com os exercícios que vocês vêem por aí, nem sempre eles são adequados para você. Procure sempre um Educador Físico formado e credenciado ao CREF! o/

E se você quiser um treino específico e individualizado, eu posso te ajudar!! É só entrar em contato pelo email: isadora_unesp@yahoo.com.br

Vamos lá deixar esse corpinho forte?

#puxandoferrocomaIsa


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Kailash Trail Run - Como foi!!

Como foi?? Muito difícil, muito, muito, MUITO difícil! Há 2 meses atrás quando me inscrevi na prova não imaginava que poderia ser tão difícil. Só me dei conta do que eu tinha pra enfrentar dois dias antes, quando conversei com um amigo que já havia corrido por ali. Ele me assustou, quando disse que era pior que Villa la Angostura. Era um milhão de vezes mais pior rsl!!

Cheguei em Passa Quatro na sexta a noite, já bem tarde, mas como a largada era as 11h da manhã deu pra dormir um pouco mais. A organização disponibilizou transfers até a largada, pois não havia espaço suficiente para estacionar todos os carros. Cheguei no local de retirada de kit e partida para a largada às 9h e só saímos de lá 10h30. Chegamos no local faltando apenas 15 minutos antes da largada, o que já me deixou meio tensa. A largada atrasou uns 20 min, porque um dos transfers tiveram problemas, e então nada mais justo que esperar todos os atletas. Havia um tempo limite de 11 horas para concluir a prova, e um tempo de corte de 6 horas para concluir os primeiros 15km. Bom, parece tempo suficiente para 30km, certo? Bom quando começamos a subir a pedreira, percebemos o porque desse tempo de corte.

Os primeiros kms foram "tranquilos", era uma subida difícil, mas ok, dentro dos padrões de uma montanha. A partir do km 4 o negócio já começou apertar. Mais ou menos no km 5, praticamente todo mundo se perdeu, seguimos reto, onde teríamos que virar a esquerda. Isso aconteceu porque a marcação não estava clara, não havia nada indicando, e a marcação à esquerda não estava visível. Depois disso, a subida só piorava, até que chegou em um ponto, muito próximo ao topo do Capim Amarelo, que tinha que subir de corda.

E aí chega aquele momento que você acha que já tinha passado o pior perrengue da prova, certo? Errado de novo!!! A descida era bem pior, era praticamente um tombo a cada três passos, até um momento que era mais fácil descer de bunda. Depois disso, entramos numa trilha no meio do tal capim amarelo, que dá nome ao morro, onde nos perdemos por um bom tempo. O capim estava na altura da cabeça. Depois disso ficou mais tranquilo, mas também não foi fácil. Correr pela crista da montanha, foi surreal, o visual era incrível, com direito a cachoeiras pelo caminho. Nessa hora, no km 9, eu já estava com 3h30 de prova, e comecei a pensar que eu não chegaria aos 15kms no tempo de corte. E comecei a pensar se deveria seguir até o fim ou não.

 

A partir desse momento, foi mais tranquilo, alcancei mais quatro pessoas, e fui com eles até o km 15, que também era a largada e chegada. Cheguei lá com 4h50min, e a primeira coisa que fiz foi comer, estava precisando de sal. Comi um lanche natural e comecei a pensar no que fazer. Conversei com o Chico, que foi o 2° nos 30km e ele me incentivou a seguir, porém me alertou que estava mais difícil que a primeira subida. O pessoal que chegou junto comigo até ali resolveu não seguir. E então parei de pensar com o coração e comecei a agir com a razão. Eu nunca corri em trilha a noite, não tinha suprimento suficiente e não estava preparada para correr mais de 6 horas, não havia treinado para tanto. Rolou uma frustração de não continuar. Mas depois dos relatos de alguns amigos que continuaram e passaram por vários perrengues, cheguei a conclusão que foi o melhor escolha.

Acho que a prova poderia ter sido um pouco melhor se houvessem mais marcações, achei que ficou muito confuso e nos perdemos muito. A hora da largada também poderia ser mais cedo, já que era tão difícil, e tudo piora quando escurece, rs. Creio que a organização tomou conhecimento de tudo isso, e espero que eles possam melhorar para as próximas edições. O Trail Run do Brasil só tem a ganhar. Fora isso, a beleza do lugar é surreal!! Só subindo lá pra ver. 

E que venham as próximas!